O Que São Transtornos Mentais e Quais Os Principais?

O termo transtorno mental ou “doença mental” engloba um amplo espectro de condições que afetam a mente. Doença mental provoca sintomas tais como: desconforto emocional, distúrbio de conduta e enfraquecimento da memória.

Eles geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamento anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas. Não há uma única causa conhecida para a maioria deles, mas, há tratamentos eficazes para os transtornos mentais e maneiras de aliviar o sofrimento causado por eles. Para que tenha um diagnostico correto, psicólogos, médicos e terapeutas utilizam o Manual de Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Edição (DSM-5), um manual de diagnostico feito pela Associação Americana de Psiquiatria.

Principais transtornos:

  • Transtornos de ansiedade:

É muito comum que a pessoa diagnosticada com transtornos de ansiedades tenham uma sensação de desconforto, medo ou mau pressentimento de que algo ruim irá acontecer e costumam ser provocados pela antecipação do desconhecido. As formas mais comuns são:

       Transtorno de ansiedade generalizada:

Segundo o DMS-5, transtorno de ansiedade é um distúrbio que se caracteriza pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva. Pode vir acompanhado por alguns desses sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

O tratamento, como muitos transtorno mentais, incluem principalmente a terapia e, sob orientação médica, o uso de medicamentos antidepressivos.

        Síndrome do Pânico:

A Síndrome do Pânico é caracterizada por crises e ataques inesperados de pânico ou desespero repentinamente. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques o que pode afetar o dia a dia dessa pessoa.

O tratamento: o principal objetivo do tratamento é evitar novas crises, sua intensidade e suas principais formas são a psicoterapia e/ou o uso de medicamentos, sob orientação médica.

Síndrome do Pânico, entenda o que é

           Fobias:

A fobia é um medo irracional e neurótico diante de uma situação ou objeto que não apresenta qualquer perigo. Pessoas que possuem tentam evitar qualquer ação, local ou pessoa que o faça confrontar esse medo, essa fobia.

Fobias mais comuns:

  • Tripofobia: Medo de buracos;
  • Agorofobia: medo de permanecer em espaços abertos ou fechados, de usar transportes públicos, permanecer em uma fila ou ficar no meio de uma multidão, ou mesmo sair de casa sozinho.
  • Fobia Social: caracteriza-se por um medo exagerado de interagir com outras pessoas;
  • Claustrofobia: é o medo de lugares muito pequenos e fechados.
  • Acrofobia: é o medo de lugares altos.

         Transtorno Obsessivo Comportamental (TOC):

A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. É uma obsessão de pensamentos, ideias e imagens que invadem a mente da pessoa sem que ela queira. Então, eles ficam repetindo dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas, que ajudam a aliviar a ansiedade.

Existem dois tipos de TOC:

  1. Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;
  2. Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.

O TOC não tem cura, mas possui um tratamento disponível para controlar seus sintomas para não deixá-los interferir na vida do paciente. O tratamento é feito com a psicoterapia ou o uso de medicamentos, ou ambos.

  • Depressão:

Essa doença psiquiátrica que, segundo a OMS, afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo é caracterizada por uma mudança radical de humor, tristeza profunda sem fim que pode ser associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. Pode levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos e pode diminuir a capacidade de uma pessoa manter suas atividades normais no trabalho e em casa.

Os sintomas da depressão podem variar de leves a graves e podem incluir:

  • Tristeza ou com um humor deprimido;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades antes apreciadas;
  • Alterações no apetite – perda de peso ou ganho não relacionado à dieta;
  • Problemas para dormir (insônia) ou dormir demais;
  • Perda de energia ou aumento da fadiga;
  • Baixa autoestima e presença de sentimentos de culpa;
  • Dificuldade para pensar, concentrar ou tomar decisões;
  • Pensamentos de morte ou suicídio.
  • Os sintomas devem durar pelo menos duas semanas para um diagnóstico de depressão.

Além disso, condições médicas podem imitar sintomas de depressão, por isso é importante descartar causas médicas gerais.

Entre 80% e 90% das pessoas com depressão acabam reagindo bem ao tratamento. Quase todos os pacientes ganham algum alívio de seus sintomas. Antes de um diagnóstico ou tratamento, um psicólogo ou médico psiquiatra deve realizar uma avaliação diagnóstica completa, incluindo uma entrevista e, possivelmente, um exame físico. Em alguns casos, um exame de sangue pode ser feito para garantir que a depressão não seja causada por uma condição médica como um problema de tireoide. A avaliação é para identificar sintomas específicos, histórico médico e familiar, fatores culturais e fatores ambientais para chegar a um diagnóstico e planejar um curso de ação.

  • Transtorno Bipolar:

Transtorno bipolar é uma doença que causa alterações no comportamento levando uma pessoa a oscilar entre momentos de felicidade e depressão repentinamente. Chamadas de oscilações de humor, ela alterna entre a mania (estado eufórico) para um lado depressivo, ou seja, a pessoa tem “momentos bons”, muito bons e “momentos ruins”, muito ruins. A bipolaridade se baseia em alterações de humor.

  • Fases:

         Mania

A euforia, ou mania, se caracteriza por uma exaltação no humor, com um grande aumento de energia que não se relaciona com o momento que o paciente está vivendo. Nesse período, o indivíduo não está alegre por um motivo especial, porem apresenta humor eufórico irritável ou, até mesmo, irritante. A mudança de comportamento, geralmente, é súbita, mas o paciente não percebe essa mudança.

         Hipomania

É um estado de mania mais leve e menos prejudicial. A hipomania possui um funcionamento acelerado, mas que não afeta tanto a produtividade do individuo. Muitos pacientes que entram na fase de hipomania, geralmente, chegam a parar com o tratamento.

         Depressão

Dentro do transtorno bipolar existe dois tipos de depressão: Tipo 1, que intercala com episódios de mania e o Tipo 2, na qual os episódios fora da depressão são menos intensos. Os sintomas são muito parecidos com a própria doença da depressão.

Essa alterações de humor podem ocorrer em espaços de tempos variados, podem ocorre raramente ou várias vezes durante o ano. Por mais que não possui cura, o tratamento é muito efetivo e consegue controlar a alteração de humor com medicamentos e acompanhamento psicológico. Quando o paciente não procura o tratamento, cada faze da bipolaridade pode durar de 3 a 6 meses, depois existe uma fase de normalidade que é variável e posteriormente uma fase de euforia que, novamente, pode durar de 3 a 6 meses.

O transtorno bipolar, geralmente, começa na adolescência ou no inicio da idade adulta e continua ao longo da vida. Por ser difícil de identificar e diagnosticar, o transtorno bipolar muitas vezes não é reconhecido e os pacientes podem passar anos sofrendo sem o diagnóstico.

Leia mais: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar

  • Esquizofrenia:

A esquizofrenia é um distúrbio mental grave caracterizado pela distorção de pensamentos e percepção. Os chamados sintomas precoces podem aparecer meses ou anos antes da doença se exteriorizar – e alguns sintomas podem ser confundidos com outros tipos de transtornos mentais com sintomas semelhantes ao da esquizofrenia. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, alucinações auditivas (ouvir vozes), diminuição de interações sociais, falta de motivação e pensamentos confusos. A pessoa também pode sentir que seus pensamentos podem ser “ouvidos” ou compartilhados por outras pessoas o que influencia o indivíduo a pensar que alguém ou algo controla fatores de sua vida.

Tipos de Esquizofrenia:

  • Esquizofrenia simples: A esquizofrenia simples apresenta mudanças na personalidade. O indivíduo prefere ficar isolado, é disperso aos acontecimentos do dia a dia e insensível no que diz respeito a afetos.
  • Esquizofrenia desorganizada: é caracterizada por um comportamento mais infantil, respostas emocionais e pensamentos sem nexo.
  • Esquizofrenia catatônica: O paciente mostra um quadro de apatia. Pode ficar na mesma posição por horas, ficar sem sair da cama, causando também a redução da atividade motora.
  • Esquizofrenia residual: ocorre uma alteração no comportamento, nas emoções e no convívio social.
  • Esquizofrenia indiferenciada: Pacientes que não se enquadram perfeitamente em um dos tipos de esquizofrenia, contudo, podem desenvolver algumas das características citadas acima.
  • Esquizofrenia paranoide ou paranoica: O indivíduo também possui isolamento social, e falas confusas, falta de emoção e tende a achar que está sendo perseguido por pessoas ou espíritos.

Leia mais: https://www.vittude.com/blog/esquizofrenia-tipos-sintomas-tratamentos/

  • Transtornos alimentares:

Os Transtornos Alimentares são caracterizados por perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo, à obesidade, ou outros problemas físicos. Ou seja, a redução extrema ou consumo excessivo de alimento.

A causa dos Transtornos Alimentares está associada principalmente aos aspecto sociocultural. A pressão especialmente da mídia para fazer o indivíduo, geralmente a mulher, ter um certo peso, é apenas para atender à um padrão estético o que torna a pessoa mais propensa à desenvolver um quadro de Anorexia ou Bulimia.

Distúrbios alimentares são muito comuns na adolescência e no começo da vida adulta. Embora que eles sejam mais frequentes a mulheres entre 12 e 25 anos, segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido ocorreu um aumento de 65% em homens de 26 a 40 anos.

Tipos de transtornos alimentares:

  • Anorexia nervosa: se caracteriza pela maneira distorcida que a pessoa enxerga o próprio corpo o que a leva a atitudes de risco como dietas extremas, abuso de exercícios físicos e uso de medicamentos como laxantes. A perda de peso é extremamente perigosa, pode enfraquecer os músculos e ossos, arritimia cardíaca, confusões e baixa na imunidade.

Sintomas e sinais:

  • Perda de peso exagerado;
  • Preocupação excessiva com a dieta;
  • Restrição severa na ingestão de comida;
  • Ausência de apetite;
  • Medo extremo de engordar;
  • Ausência de menstruação;
  • Redução na libido;
  • Exagero na pratica exercícios físicos;
  • Evitar comer na frente de outras pessoas.

O tratamento envolve uma equipe de médicos, psicólogos e nutricionistas.

  • Bulimia nervosa: se caracteriza pela compulsão alimentar seguido por comportamento compensatório, a indução do vomito. Pessoas com bulimia possui uma visão distorcida do seu corpo e do seu peso. Esse transtorno é muito grave e pode ser fatal.

Sintomas e sinais:

  • Mudanças frequentes de peso (perda ou ganho);
  • Sensação de inchaço;
  • Constipações intestinais;
  • Perda ou perturbação dos períodos menstruais em mulheres;
  • Desmaio ou tonturas;
  • Sensação de cansaço, fadiga e alterações no sono;
  • Preocupação excessiva com a alimentação, comida, corpo e peso;
  • Baixa autoestima, sentimentos de vergonha, ou culpa, particularmente depois de comer;
  • Comer escondido, evitar comer com outras pessoas;
  • Comportamento antissocial;
  • Comportamentos repetitivos relacionado a forma do corpo (pesar-se repetidamente).
  • Transtorno de Compulsão Alimentar: é um distúrbio mental em que a pessoa sente a necessidade de comer compulsivamente, mesmo quando não está com fome e não para de se alimentar mesmo já estando satisfeita.

Causas:

  • Dietas realizadas da forma incorreta;
  • Problemas emocionais mais graves;
  • Problemas com a imagem corporal;
  • Comer por conforto emocional;

O tratamento envolve uma equipe de médicos, psicólogos e nutricionistas.

  • Ortorexia nervosa: é uma doença caracterizada por uma obsessão pela alimentação saudável. Pessoas que chegam a comportamentos extremos em relação a dieta. Esse distúrbio também pode estar ligado ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) devido ao comportamento obsessivo extremo que a o individuo tem em relação as suas refeições.

Sinais da Ortorexia:

  • Ler os rótolos de todos os alimentos;
  • Sente-se culpado ao comer alimentos fora de casa e que não seguem seus “padrões”;
  • Passa a comer somente o que ele mesmo preparou;
  • Gasta muito tempo preparando suas refeições;
  • Elimina grupos alimentares e tipos de alimentos (carboidratos, comida com glúten, carnes…)
  • Come apenas alimentos orgânicos.
  • Alotriofagia (Síndrome de Pica): é um distúrbio onde a pessoa ingere substancia que não possui valor nutritivo (algo que não é um alimento) como tinta, cola, terra, cabelo, etc. É um transtorno mais comum na infância ou em mulheres gravidas.

Causas:

  • Na gravidez geralmente é causada pela anemia;
  • Deficiência nutricional como zinco ou ferro;
  • Presença de outro transtorno mental.
  • Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT):

É um distúrbio que pode se desenvolver em pessoas que passaram por um momento traumático. Vários tipos de situações podem causar TEPT, como:

  • Violência física ou sexual;
  • Guerra (ex-veteranos);
  • Desastres naturais;
  • Acidentes de carro;
  • Assalto ou sequestro;
  • Situações que podem ser ameças a vida.

Sintomas:

  • Re-experiencia traumática, o individuo por meio de pesadelos e lembrança revive a experiência traumática;
  • Distanciamento emocional;
  • Afastar de qualquer lugar e situação que pode desencadear lembranças indesejadas;
  • Crises de pânico e ansiedade;
  • Distúrbio do sono.

O tratamento possui o objetivo de diminuir os sintomas, entender o que provoca as lembranças e amenizar sua influência na vida do indivíduo. Ele consiste em psicoterapia e uso de medicamentos.

  • Transtorno de Personalidade Borderline (TPB):

É um distúrbio de personalidade caracterizado por um padrão de instabilidade em relacionamentos pessoais, no humor e no comportamento. O indivíduo com Borderline também pode apresentar episódios de raiva, ansiedade e até mesmo depressão.

Não existe uma causa exata, porém, muitas pessoas com TPB passaram por estresses durante a infância, separação ou perda dos responsáveis (pais), abuso físico ou sexual. Certas pessoas podem apresentar tendência genética de ter respostas patológicas ao estresse do meio-ambiente e o transtorno de personalidade Borderline parece claramente ter um componente hereditário.

O paciente pode apresentar alterações súbitas de humor e suas relações pessoais são intensas e instáveis, eles temem o abandono, podem ter um sentimento de vazio, reação aguda ao estresse e podem, sucessivamente, ameaçar suicídio e automutilação. Para diagnosticar corretamente essa doença, o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V) criou uma lista de critérios que o paciente deve apresentar um padrão persistente de relacionamentos, autoimagem e emoções instáveis, e impulsividade pronunciada como demonstrado em cinco, ou mais, dos seguintes:

  • Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário;
  • Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;
  • Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo;
  • Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar);
  • Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;
  • Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias);
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes);
  • Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.

O tratamento principal é a psicoterapia que ajudara o paciente a entender e controlar seus impulsos e comportamentos.

  • Transtorno de Déficit de Atenção (com Hiperatividade):

É um transtorno neurobiológico (causas genéticas), que é primeiro identificado na infância e dura a vida toda. É caracterizado pela falta de concentração em atividade rotineiras e pela impulsividade. Existem dois tipos de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade. A principal diferença entre Distúrbio de Déficit de Atenção e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade está na última palavra da sigla TDAH. Ambos são transtornos neurobiológicos de origem genética, mas, o portador de TDAH apresenta desde a infância os sintomas de desatenção, inquietude excessiva e impulsividade. Nos casos de DDA, todavia, a inquietude também aparece, assim como as outras características, comuns aos dois casos. Porém, o grau de agitação é menor, e por isso é excluída a hiperatividade.

Para diagnosticar TDAH, Os critérios do DSM-5 incluem 9 sinais e sintomas de desatenção e 9 de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico que usa esses critérios requer que mais de 6 sinais e sintomas de pelo menos um grupo.

Sintomas de desatenção:

  • Não presta atenção a detalhes ou comete erros descuidados em trabalhos escolares ou outras atividades;
  • Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas na escola ou durante jogos;
  • Não parece prestar atenção quando abordado diretamente;
  • Não acompanha instruções e não completa tarefas;
  • Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;
  • Evita, não gosta ou é relutante no envolvimento em tarefas que requerem manutenção do esforço mental durante longo período de tempo;
  • Frequentemente perde objetos necessários para tarefas ou atividades escolares;
  • Distrai-se facilmente;
  • É esquecido nas atividades diárias.

Sintomas de hiperatividade e impulsividade:

  • Movimenta ou torce mãos e pés com frequência;
  • Frequentemente movimenta-se pela sala de aula ou outros locais;
  • Corre e faz escaladas com frequência excessiva quando esse tipo de atividade é inapropriado;
  • Tem dificuldades de brincar tranquilamente;
  • Frequentemente movimenta-se e age como se estivesse “ligada na tomada”;
  • Costuma falar demais;
  • Frequentemente responde às perguntas de modo abrupto, antes mesmo que elas sejam completadas;
  • Frequentemente tem dificuldade de aguardar sua vez;
  • Frequentemente interrompe os outros ou se intromete

Além disso, é necessário que os sintomas estejam presentes muitas vezes por mais de seis meses, sejam mais pronunciados (exagerados) do que o esperado para o nível de desenvolvimento da criança, ocorram em pelo menos duas situações (em casa e na escola), estejam presentes antes dos 12 anos de idade e que interfiram em sua capacidade funcional em casa, na escola ou no trabalho.

Já os sintomas do déficit de atenção (DDA) são:

  • Dificuldade em ouvir os outros;
  • Incapacidade de terminar tarefas e concluir projetos;
  • Ausência de objetivos definidos e de planos para o futuro;
  • Dificuldade em expressar sentimentos;
  • Sensação de tédio e apatia;
  • Desmotivação e sentimento de vazio;
  • Dificuldade de ficar parado;
  • Falar excessivamente ou falar pouco;
  • Dificuldade em aguardar a vez.

O déficit de atenção é tratado com o uso de medicamentos com fórmulas que atuam no lugar da dopamina, neurotransmissor que fica em deficiência na pessoa com DDA e TDAH, o que afeta o funcionamento do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela atenção, organização, controle de impulsos e capacidade de expressar sentimentos, entre outras. Mas, sempre, o medicamento deve ser acompanhado por sessões de psicoterapia.

Segundo o Manual Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais, além dos demais acima, os principais seriam:

  • Transtorno do Neurodesenvolvimento, como deficiências intelectuais ou transtornos da comunicação.
  • Transtorno Dissociativo, como Transtorno de Despersonalização/Desrealização ou amnésia dissociativa;
  • Transtorno da Eliminação, como incontinência urinária ou fecal;
  • Transtornos do Sono-Vigilia: como insônia ou narcolepsia;
  • Disfunções Sexuais, como ejaculação precoce ou retardada;
  • Disforia de Gênero, relacionado ao desenvolvimento sexual;
  • Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta, como Cleptomania ou Piromania;
  • Transtornos relacionados ao uso de substâncias, como drogas ilícitas, álcool, medicamentos ou cigarros;
  • Transtornos Neurocognitivos, como delirium, Alzheimer ou outras demências;
  • Transtornos de Personalidade, como dos tipos paranoide, anti-social ou narcisista, por exemplo;
  • Transtornos Parafílicos, relacionados ao desejo sexual;

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